Published Date: 18 de outubro de 2016 Like ( 0 ) Dislike ( 0 )
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Um projeto que retira do consumidor o direito à informação de que está consumindo produtos transgênicos – e que foi aprovado na Câmara em 2015 – será analisado pela Comissão de Agricultura do Senado. E quem vai relatá-lo? O senador Cidinho Santos (PR-MT), eleito como suplente do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, um dos maiores produtores de soja do mundo. Santos também é empresário do setor agropecuário: possui um frigorífico no Mato Grosso. “Os dois fazem parte da bancada ruralista, que defende os interesses do agronegócio”, aponta a pesquisadora Ana Paula Bortoletto, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. “Nessa comissão, em particular, a maioria dos senadores tem algum conflito de interesses em relação a apoiar os grandes produtores de soja, de commodities”. A Comissão de Ciência e Tecnologia rejeitou o projeto, sob relatoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP, na época no Psol). “Mas nessa comissão a gente sabe da dificuldade”, Ana Paula. Por isso o Idec faz uma campanha, com apoio da Associação Brasileira de Agroecologia, da ONG Terra de Direitos e da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, entre outras instituições. A página da campanha convida os leitores a pressionar cada senador. Cidinho Santos foi eleito em 2010, com patrimônio declarado de R$ 6,5 milhões. Ele tinha, na época, quatro áreas rurais que somavam 874 hectares. E, principalmente, metade do capital do frigorífico União Avícola Agroindustrial, no valor de R$ 5,4 milhões, além da participação em outra empresa agropecuária, a MC. É réu no escândalo que ficou conhecido como “máfia das sanguessugas”, pelo suposto superfaturamento de ambulâncias no período em que foi prefeito de Nova Marilândia. Santos esteve na quarta-feira com o presidente interino, Michel Temer, apresentando “demandas da agroindústria”, , como simplificação de impostos e perdão de dívidas de empresários. Um dia antes, o senador articulou uma reunião entre o ministro Maggi e representantes do setor lácteo. Ela considera a tarefa mais difícil a tarefa das organizações no atual contexto de instabilidade política, com a bancada ruralista cobrando a conta do presidente interino pela votação a favor do impeachment, no Senado, em maio. “As chances de retrocesso em relação aos direitos sociais são grandes”, diz a pesquisadora. | De Olho nos Ruralistas é um observatório sobre agronegócio no Brasil. E, até o dia 10 de agosto de 2016, está em campanha de financiamento. Para contribuir, clique aqui: http://bit.ly/1sCYNBQ |

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